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Dia especial

Ontem mais um ano de suposta experiência e sabedoria somou-se a minha vida. A constatação de que estou envelhecendo não é nada divertido. O que maquia a minha impotência sobre a supremacia do tempo é toda a aura de carinho e de acontecimentos memoráveis que fluem com essa data.

Obrigada a todos os amigos e familiares, que mesmo na ausência se fizeram presente e brindaram comigo à saúde, à felicidade e à esperança de mais um ano porvir. And thanks my love for the perfect day!

*Vídeo enviado pela minha cunhada no meu aniversário do ano passado. Ruben diz: – Tillykke med Mônita = parabéns para Mônita 🙂 Na época ele não conseguia pronunciar meu nome.

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Enfim Madonna

E eis que o tão esperado dia chegou! Depois de 7 meses com entradas guardadas em cofre forte, fomos ontem ao show de Madonna aqui em Copenhage. Para ter uma visão perfeita da diva, garantimos nossas entradas bem em frente ao palco e conseguimos ficar a cerca de um metro de distância dela, sem aperto nem empurrões.

O show foi verdadeiramente speechless. Tudo estava perfeito, das coreografias à performance da loira que, a despeito dos ceifadores de plantão, está longe de ser anoréxica ou tão pouco ter os braços bizarros das fotos recentemente veiculadas pela mídia. Além do programado para a turnê houve um momento coruja da diva cantando parabéns para o filho Rocco com a ajuda da platéia. O único ponto negativo do show foi apresentação do DJ Paul Oakenfold, que apesar do renome, se mostrou mais comercial do que inovador.

No mais, o que posso dizer é que ir a um show de Madonna deveria ser algo obrigatório para qualquer ser vivo apaixonado por música, independente de ser fã da cantora. Perdoem-me o clichê, mas ela sim faz jus a toda e qualquer alcunha elogiosa que lhe atribuam, principalmente a de Rainha do Pop.

Algumas das fotos que tirei:

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Problemas de ortografia?

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Visita ao Louisiana Museu

Em meados deste mês meu marido, meus sogros e eu fomos visitar o Museu Louisiana de Arte Moderna situado em Humlebæk, grande Copenhage. Fundado em 1958, ele conta com uma coleção permanente de mais de 3000 trabalhos e recebe exposições temporárias de 4 a 6 vezes por ano. Seu idealizador, patrono e orientador full time foi o empresário queijeiro Knud W. Jensen, cujo desejo era aproximar a arte do público em geral com a exposição de obras modernistas dinamarquesas, que aos poucos foram abrindo espaço para trabalhos internacionais.

A história por trás do nome do museu é bem pitoresca. Chamava-se Louisiana a vila do século XIX onde ele foi instalado. Assim nomeada porque seu primeiro proprietário, Alexander Brun, foi casado 3 vezes e todas as suas esposas atendiam pelo nome de Louise.

UM POUCO DO QUE VIMOS:

Na horizontal: Jeune fille vénétienne MARTIAL RAYSSE; Figures in landscape ROY LICHTENSTEIN; A closer Grand Canyon DAVID ROCKNEY; ?:

Swimmer-reflection NEIL JENNEY; Marilyn Monroe ANDY WARHOL; Déjeuner sur l’herbe & Le joueur de cartes II Pablo PICASSO; Dobbeltansigtet & Titania II ASGER JORN:

Pres foelger pres PER INGE BJOERLO; Sem titulo HEIN HEINSEN Reclining figure HENRY MOORE; Spider couple LOUISE BOUGEOIS; Le grand pouce CESAR:

Também tivemos a oportunidade de conferir a exposição Green Architecture for the futere, que apresenta novas invenções, materiais e métodos elaborados para uma arquitetura sustentável. Nela o Brasil foi representado pela cidade de Curitiba e pela Favela da Rocinha. A primeira citada como um exemplo a ser seguido e a segunda como objeto de estudo do arquiteto Frederic Druot.

Nossa tarde no Louisiana foi muito agradável. Além de ter tirado umas beliscadas da arte moderna, apreciamos a bela vista do museu para o estreito de Øresund. Aliás, a arquitetura do local foi tão bem elaborada que adiciona a natureza adjacente a seu acervo, horas emoldurada por enormes paredes e corredores de vidro.

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Arquivado em Cult, Sobre a Dinamarca, Welcome to my life

Bookess

Em uma das minhas andanças pela digitosfera achei um site bem interessante – o Bookess. Basicamente ele funciona como biblioteca e editora online gratuitas, sendo uma boa pedida para quem pensa em testar seus dotes de escritor.

O site aceita publicações de vários gêneros, de mangás e fotografias até os mais convencionais. Os interessados só precisam abrir uma conta, escrever alguns capítulos, escolher uma capa e pronto seu livro estará disponível para toda a web.

Os membros do Bookess podem avaliar e comentar as obras publicadas. Há ainda uma opção que, se ativada, permite a participação dos leitores na elaboração da estória. Ao final de cada mês os três livros mais votados são impressos e enviados para seus autores.

Vale a pena dar uma conferida no Bookess, mas se for publicar algo leia os termos de uso e a política de privacidade.

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Visto dinamarquês

Esses dias li em um jornal local que a Dinamarca está na lista dos países que mais exigem documentos e tempo para a liberação do visto de turista. Se essa afirmação é verdadeira eu não sei. Como o Brasil mantém um acordo com os países que fazem parte do grupo Schengen, do qual a Dinamarca faz parte, nao é necessária a apresentacao de um visto para entrar entrar aqui. Como o Brasil faz parte do tratado de Schengen não precisamos dele para entrar em vários países europeus, incluindo a Dinamarca. O que posso afirmar é que conseguir visto para residência mediante casamento é uma tarefa árdua e cheia de burocracia.

Minha odisséia começou com a arrumação dos papéis para o casamento. Antes de me mudar escrevi para o consulado dinamarquês, que me afirmou ser preciso ter cópia do registro de nascimento, do passaporte e atestado de solteira traduzidos para dinamarquês, legalizados pelo Ministério das Relações Exteriores e pela Embaixada da Dinamarca. Fiz tudo como indicado. Por meses meus documentos rodaram o Brasil. Ao chegar aqui descobri que tinha gastado tempo e o resto dos meus trocados. Com exceção da tradução das primeiras páginas do passaporte (que absurdo!), algumas comunas exigem sim essa documentação, na minha – a do centro de Copenhage – só foi preciso apresentar o passaporte.

Me casei no dia 15 de fevereiro. No começo de março demos entrada nos meu visto de permanência. As regras para aquisição desse documento por não-residentes da UE são muitas e um tanto absurdas. É preciso atender a todas estas exigências:

PARA AMBOS OS CÔNJUGES

– ter mais de 24 anos;

– não ter nenhum grau de parentesco;

– morar no mesmo endereço na Dinamarca.

PARA O CÔNJUGE ESTRANGEIRO

– preencher o formulário de imigração para reunificação familiar de casais (28 páginas);

– 3 fotos tamanho passaporte;

– xérox do passaporte.

PARA O CÔNJUGE DINAMARQUÊS

– ser cidadão dinamarquês, de outro país nórdico (Noruega, Suécia, Finlândia ou Islândia), ter visto de exilado ou de permanente pelos últimos 3 anos ou mais;

– morar permanentemente na Dinamarca;

– apresentar uma declaração de que não recebeu assistência financeira do governo nos últimos 12 meses;

– ter trabalho fixo e condição de sustentar a si e ao cônjuge;

– ter acomodação de tamanho adequado (ao menos 20 m² por pessoa) e apresentar uma cópia do contrato ou posse do imóvel em seu nome;

– assumir responsabilidade total pela esposa/marido estrangeiro(a);

– não ter sido condenado(a) por prática de atos violentos contra um antigo
cônjuge/parceiro(a) no período de 10 anos até a data da aplicação;

– abrir uma conta, bloqueada para movimentação, no valor de 60.011* coroas (cerca de 22 mil reais) ou pedir garantia a um banco. **

Depois de quase 4 meses recheados de informações desencontradas e férias da responsável no caso, recebi meu visto. Ele também dá direito a trabalhar e tem validade de 2 anos.

Na segunda metade de 2008 houve certo barulho por causa dessas exigências. Os contestadores alegavam desrespeito às regras gerais da UE. Por enquanto nada mudou. Até lá, desejo paciência àqueles que vão precisar dessa autorização.

Para mais informação clique aqui.

* Valor de 2009. Em 2008 era 58.000 coroas.

** Esse valor deve permanecer intocável por 7 anos. Metade dele pode ser resgatado depois que o estrangeiro passar na prova final do curso de dinamarquês. Os outros 50% só serão devolvidos quando da retirada do visto de residência permanente, ou seja, no mínimo em 5 anos para quem nunca residiu em outro país da UE. Esta etapa só é exigida depois de pré-aprovação do processo.

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