Sou você – Caetano Veloso

 

Mar sob o céu, cidade na luz
Mundo meu, canção que eu compus
Mudou tudo, agora é você

A minha voz que era
da amplidão, do universo, da multidão
Hoje canta só por você

Minha mulher, meu amor, meu lugar
Antes de você chegar
era tudo saudade
Meu canto mudo no ar
faz do seu nome hoje o céu da cidade

Lua no mar, estrelas no chão
a seus pés, entre as suas mãos
Tudo quer alcançar você

Levanta o sol do meu coração
Já não vivo nem morro em vão
Sou mais eu porque sou você.

Autor: Caetano Veloso

Voz: Toni Garrido para o filme Orfeu

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Neve

Por aqui tem tido muita nevasca nos últimos dias, as ruas estão cobertas por mais de 30 centímetros de neve. Os jornais locais dizem que a última vez que fez tanto frio no mês de janeiro foi há 23 anos. Eu adoro a neve, acho linda, mas ela não é nada prática. Sempre traz problemas no trânsito, bagunça generalizada. Acho engraçado que aqui existe uma lei para tudo. Nesse caso, as pessoas são responsáveis pela limpeza e adiçao de sal a suas calçadas para não serem responsabilizadas caso alguém se machuque. Sinceramente não sei o que é pior, se o calor que estava fazendo no Brasil ou o frio daqui. E vocês, preferem o frio ou o calor?

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Home sweet home

Enfim estou de volta ao Amenidades. Meus dois meses no Brasil foram maravilhosos.  Passamos por Salvador, Natal, João Pessoa e Santa Cruz. Aproveitei o máximo que pude a companhia da família e dos amigos. Trouxe muita saudade na bagagem e 3 quilos a mais como recordação, graças à comidinha da mamãe e à vontade de me embriagar de tudo o que me falta aqui. Embora goste e esteja adaptada a Dinamarca, volto sempre com uma parte da Canção do exílio reverberando dentro de mim. Meus olhos de filha, somados a esse doce exílio que o amor me proporcionou, negligenciam tudo o que não é bom e  só conseguem enxergar as belezas do meu país e da minha gente. Apesar das saudades,  também é bom voltar para minhas coisas, para minha rontina. Espero poder aparecer mais por aqui. Espero muito novo neste ano!

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Férias

Amanhã cedinho estarei viajando de férias para o Brasil e acho que não voltarei mais por aqui este ano. Já vou aproveitando a oportunidade para desejar um bom Natal e feliz 2010 a todos. Espero, sinceramente, poder dedicar um pouco mais de tempo ao blog no próximo ano.

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Cerveja natalina


Hoje é o J-dag, um dia todo especial para os dinamarqueses porque é o lançamento da juleøl – a cerveja de Natal da Tuborg. Fabricada há 27 anos, ela também é chamada de snestorm (tempestade de neve) ou snefald (queda da neve). Eu adoro esta cerveja! Ela é ligeiramente adocicada, mais maltada que as tradicionais e tem um percentual alcoólico de 6%. Existem outras, produzidas por diferentes marcas, que apresentam um percentual alcoólico que vai até 8.5%.

Inicialmente o J-dag era na 2ª quarta de novembro às 23:59, mas, como as salas de aula ficavam literalmente vazias no dia seguinte, a data foi mudada para a 2ª sexta de novembro às 20:59 e este ano passou a ser na última sexta de outubro. Vejam que a data e hora de lançamento vêm diminuindo a cada ano. É preciso dizer o motivo? As ruas e a tv se enchem de comerciais com a contagem regressiva do evento. A bebedeira é tão grande que os trens de Copenhage funcionam de graça na noite de hoje.

Existe também o P-dag, dia em que é lançada a påskeøl – a cerveja de páscoa. Já deu pra perceber que por aqui desculpas para beber é o que não falta e que definitivamente cervejas são uma paixão nacional. O povo inventa até musiquinhas que fazem alusão à bebida em si ou a sua prática.

Este é comercial tradicional apresentado ao longo dos anos:

Tradução: Feliz Natal e bom Tub’ano.

FONTE: Wikipedia.dk

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Comidas típicas da Dinamarca

O feijão-com-arroz dos dinamarqueses é o smørrebrød – um prato frio que consiste basicamente em sanduíches abertos cobertos com peixe, carnes frias, queijos, ovos, salmão defumado, camarão, peixe, hortaliças, ovos, patês (especialmente de fígado) ou diversos tipos de saladas sobre um pão escuro denominado rugbrød. Acompanhados de cerveja eles estão no menu de almoço da maioria dos dinamarqueses.

smorrebrod1

Sua origem vem da classe trabalhadora que costumava levar o rugbrød com queijo ou salsicha para o trabalho. A popularização se deu por volta do século XIX, quando começaram a surgir restaurantes especializados. Quando visitei a casa dos meus sogros pela primeira vez e me deparei com esse tipo de comida achei que era um café da manhã servido às 11. Felizmente não comentei nada, já pensaram que mico seria falar que o café da manhã estava uma delícia :-)!

Um dos peixes mais apreciados por aqui, especialmente sobre o smørrebrød, é o arenque (sild), encontrado na variante defumada ou temperada. Gosto muito da versão ao molho curry, é o que como quando estou sozinha em casa e indisposta para cozinhar. Além de muito gostoso, ele é fonte de vitamina D e combinado o rugbrød dá uma sensação de saciedade que se prolonga pela tarde toda.

Outro prato típico é o frikadeller, que nada mais é do que bolinhas feitas de carne ou de peixe temperados com ervas. Elas são servidas no jantar com batatas, salada, molho, pão e vinho para acompanhar.

Para um lanche rápido vai en pølse (uma salsicha), o cachorro quente à la dinamarquesa. Pode ser servido em dois tipos de pão e uma salsicha enorme, com ou sem bacon ao seu redor. A cobertura pode ser de maionese, catchup, molho de alho ou picante. Eles são vendidos em trailers chamados de pølsevogn (vagão da salsicha). Existem inúmeros deles espalhados por aqui.

Uma outra coisa que é bem apreciada pelos nativos é um tipo de balinha chamada lakrids (alcaçuz), feito com a raiz da planta de mesmo nome. Dei uma pesquisa e vi que ela é comercializada no Brasil como Liquorice, denominação em inglês, pela marca suíça Halter. Eu detesto essa bala, a mais tradicional é de um amargo meio adocicado de gosto estranho, difícil de classificar.

No mais, os dinamarqueses também costumam comer muito salmão, carnes (especialmente de porco), usam pouco sal e açúcar em tudo e são abertos para pratos da gastronomia italiana, mexicana, tailandesa, chinesa, indiana, francesa, turca… sendo muito fácil encontrar uma diversidade de frutas e ingredientes característicos de diferentes culturas.

Para ler sobre as comidas típicas natalinas aqui.

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Presentinho

esteblogacertaemcheio

Já ia me esquecendo de contar. Ganhei o selo acima da Rosângela Neres – amiga querida, dona de uma textualidade fluida, vigorosa.

Obrigada Rose, fiquei muito feliz com o selinho. Vou repassá-lo para a Mara Pusch.

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