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Home sweet home

Enfim estou de volta ao Amenidades. Meus dois meses no Brasil foram maravilhosos.  Passamos por Salvador, Natal, João Pessoa e Santa Cruz. Aproveitei o máximo que pude a companhia da família e dos amigos. Trouxe muita saudade na bagagem e 3 quilos a mais como recordação, graças à comidinha da mamãe e à vontade de me embriagar de tudo o que me falta aqui. Embora goste e esteja adaptada a Dinamarca, volto sempre com uma parte da Canção do exílio reverberando dentro de mim. Meus olhos de filha, somados a esse doce exílio que o amor me proporcionou, negligenciam tudo o que não é bom e  só conseguem enxergar as belezas do meu país e da minha gente. Apesar das saudades,  também é bom voltar para minhas coisas, para minha rontina. Espero poder aparecer mais por aqui. Espero muito novo neste ano!

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Arquivado em Por Aí, Welcome to my life

Um pouquinho de Londres

Mês passado meu marido e eu viajamos para Londres. Ficamos quase quatro dias por lá, tempo suficiente para ter apenas uma noção do que é a capital inglesa. Aquilo sim é uma verdadeira megalópole! Dá até pra sentir como seria  ter o superpoder da invisibilidade, porque até os tipos mais exóticos passam despercebidos. Antes de viajarmos eu procurei informações aqui na Internet e encontrei muitas dicas úteis, por isso decidi deixar também a minha humilde contribuição.

Escolhemos o Aeroporto de Gatwick por ser menor e ter fama de mais organizado. O Gatwick Express sai de lá a cada 15 minutos para a  estação Victoria no centro da cidade. O percurso dura cerca de 30 minutos. Ganha desconto quem compra o bilhete de ida e volta, que sai por um total de 28 libras por pessoa.

Se hospedar em Londres não é barato, mas existem opções mais acessíveis como os Easy hotels e os Bed & Breakfast. Ficamos no Cophetorne  Tara Hotel em Kensington, que oferece boas acomodações e serviços por um bom preço, mas é melhor não incluir o café da manha na reserva, ele deixou um pouco a desejar.

Quem vai passar poucos dias a opção de locomoção mais barata é o Oyster Card. Ele dá um desconto de mais de 50% nas tarifas dos transportes urbanos. Basta pagar uma taxa de 3 libras, carregá-lo com quantia que desejar, via cartão de crédito ou dinheiro, e ele já esta pronto pra usar. No final da viagem é só entregá-lo em qualquer guichê das estações de trem, que eles devolvem as 3 libras e o valor que não foi gasto. O dinheiro é ressarcido de acordo com a forma de  pagamento.

No primeiro dia pegamos um desses ônibus de turismo. Eles passam pelas principais atrações da cidade  e o ticket é válido pelo dia todo, além de oferecer um passeio de barco grátis pelo rio Tâmisa. As pessoas podem parar nos locais que desejam, visitá-los com tranquilidade, em seguida pegar um outro ônibus e conhecer os outros pontos turísticos. O valor por pessoa é de 25 libras, mas vi muita gente conseguir menor preço depois de pechinchar. A única empresa que tem guia gravado em português (de Portugal) é a Big Bus.

Visitamos algumas das principais atrações de Londres:

O Big Ben

O Big Ben

As Casas do Parlamento

As Casas do Parlamento

Catedral de São Paulo

Catedral de São Paulo
A Ponte da Torre

A Ponte da Torre

Abadia de Westminster

Abadia de Westminster

Com Spielberg no Madame Tussauds

Com Spielberg no Madame Tussauds

No London Eye

No London Eye

Máscara Asteca - Museu Britânico

Máscara Asteca - Museu Britânico

A Torre de Londres é cheia de história, algumas bem macabras. Em uma de suas torres vimos a exposição de armaduras de Enrique VIII e as jóias da coroa britânica. Fiquei impressionada com tamanha riqueza, nem na França vi  algo tão imponente.  Assistir a minissérie The Tudors me fez sentir mais próxima dos fatos acorridos naquele local.

Torre de Londres

Torre de Londres
Torre de Londres

Torre de Londres

Quando visitamos o palácio de Bukingham vimos alguns membros da família real passarem de carro escoltados por guardas. Visitamos a Galeria da Rainha com jóias, móveis e obras de arte.

Carro da familia real inglesa

Carro da familia real inglesa

Visitamos ainda o Marble Arch; o Convent Garden e a “feirinha meio que hippie”; a feira de Portobello em Nothing Hill; o Saint James, Kensigton e Hyde parques e o charmoso bairro do Soho.

As filas em frente aos pontos turísticos são quilométricas. Para evitá-las  compramos  algumas entradas pela internet e de quebra ganhamos descontos. Muitos sites oferecem pacotes promocionais, em que os descontos variam de acordo com a quantidade de atrações a visitar.  Tem também a promoção 2FOR1, pela qual duas pessoas podem aproveitar atrações turísticas, teatros, restaurantes e museus pelo valor de uma. Outra boa opção é o London Pass. Em muitos museus, a exemplo do Museu Britânico e da Galeria Nacional,  a entrada é gratuita para as exposições fixas. Queríamos muito ver O Fantasma da Ópera, mas como não compramos com antecedência não conseguimos ingressos.

Comer em Londres não sai caro, com 10-15 libras dá pra encontrar algo legal. O prato característico do país é o fish and chips – peixe com batatas fritas e molho. Adoramos a comida do Bella Itallia e do indiano Masala Zone. Para um lanchinho a rede Starbucks é uma boa pedida, tudo deles é muito gostoso. Os sucos então são uma delícia!

Fish n chips

Fish ‘n’ chips

Falando em compras, as lojas de marcas mais consagradas estão na Regent Street e outras mais acessíveis na Oxford Street. Nessa última tem uma Primark – loja de moda com preços mais que populares, e uma outlet da Sports Direct – store de roupas, calçados e acessórios esportivos. Os perfumes da The Perfum Shop são mais em conta do que os do Duty Free local. O estilo londrino de atrair clientes é literalmente um show àparte. Em 3 das lojas que visitei tinham bandas tocando lá dentro.

Londres é linda, cheia de atrações turísticas e culturais. Como fomos na primavera as flores estavam por toda parte, inclusive na decoração das ruas. Adoramos nossa estada por lá, mas gostaríamos de ter ficado mais dias para visitar a casa de Charles Darwin e a de Benjamin Franklin, o museu da Ciência e o de Freud, o castelo de Windsor, o Shakespeare’s Globe e tantos outros lugares. Ao menos temos uma boa desculpa para voltar lá.

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Diário de uma esquiadora de primeira viagem

Há duas semanas fui esquiar com o meu marido no Mullsjö Alpin na Suécia. Foram com a gente a irmã dele, os sobrinhos e alguns amigos. A viagem durou cerca de 3 horas e meia de carro. Chegamos lá na sexta e voltamos no domingo à noite.

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Vista das pistas azuis.

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Primeira tentativa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No primeiro dia a diversão já começou na hora de colocar as botas, elas são grandes, justas e provocam uma certa estranheza no andar. Me senti uma astronauta pisando pela primeira vez no solo lunar. Minha cunhada e os filhos, como eu, nunca tinham esquiado antes. Meu marido pratica snowboard e, mesmo assim, na posição de veterano de férias de inverno, foi ele quem nos deu as primeiras dicas.  No iniciozinho, o lema era tentar, cair e levantar. O bom é que não senti nenhuma dor física, o único desconforto que experienciei foi um ligeiro embaraço. É difícil para um adulto cair repetidas vezes sem se sentir bobo. Sim, sim! Eu sei que nunca tinha feito isso antes, portanto não podia me autoexigir perfeição. De qualquer forma, me senti vulnerável.  Na metade do dia tive algumas aulas com uma instrutora local. Depois disso e no dia seguinte continuei tentando, hora sozinha hora com a ajuda do meu marido.  

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Parece errado, mas é colocando os esquis nessa posição que se consegue frear.

No final das contas não sei se posso dizer que realmente aprendi a esquiar, já que não saí da área infantil. Ao menos essa experiência me trouxe pequenas doses de autoconhecimento. Descobri que não sou tão corajosa quanto eu me supunha e que o medo desempenha um papel significativo em minha vida, porque naquele momento funcionou como elemento castrador no meu aprendizado, a ponto de ser maior do que a minha vontade. Uma vez meu pai me disse algo que me fez rir, mas que hoje eu concordo totalmente. Em suas palavras ele me falou que com o passar do tempo nossos medos vão se acurando e nós, como meros fantoches, vamos ficando mais e mais suscetíveis a eles.  

 

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Camilla tentando aprender com Ruben

Vi crianças de 3 e 5 anos manejando os esquis com a maior intimidade nas aréas vermelha e preta, que são as de maior grau de dificuldade. Se eu fosse mãe, não sei se permitiria. Acho que muitos de nós brasileiros tendem a superproteger os filhos. Pode ser que essa atitude seja própria da índole parental, ou talvez eu tenha essa impressão porque as pessoas da minha família ajam como tal. Não sei! Mas tenho consciência de que o excesso de zelo torna os indivíduos mais dependentes e, conseqüentemente, mais medrosos. 

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Por fim, para quem pretende esquiar um dia aqui vão algumas dicas:

  • é preciso ter bastante equilíbrio e resistência para aguentar o pique. Se você não tem um dos dois comece a treinar desde já;
  •  assista a vídeos sobre o assunto no youtube, assim você já chega nos alpes com uma idéia dos princípios básicos do esqui;
  •  inscreva-se em aulas, de preferência particulares, mas antes disso treine um pouco sozinho. No começo o simples encaixar das botas nos esquis parece complicado;
  • os medrosos têm de aprender a lidar e a driblar o medo;
  • passe bastante protetor solar antes de ir pras montanhas, se não quiser voltar pra casa com a marca branca dos óculos;
  • viaje em grupo. É muito mais interessante do que sozinho ou a dois.  

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